Blog do Constantino Neto - Polêmico mas verdadeiro! Blog do Constantino Neto Zé Doca Maranhão

O fisioterapeuta consegue fazer o diagnóstico da dor no pescoço sem depender de imagens?

Na prática clínica, ou seja, na avaliação, consideramos as queixas referidas pelo paciente e fazemos os exames manual do movimento articular e da Coluna para reproduzir a dor ou a limitação da área, usamos os padrões de abertura e fechamento das articulações, posição de agravamento e alívio da dor. Levando em consideração a Anatomia Clínica da área com problemas, avaliar em quais áreas e níveis Espinhas inervam aquela região, o que está abaixo e o que está acima deve ser considerada, pois provavelmente essa estrutura deve ser a responsável pela dor ou limitação. É bom lembrar também que existem pontos gatilhos miofaciais primários dentro dos músculos e que podem responder melhor as técnicas de tratamento de tecidos moles. A partir dessa avaliação indicamos o melhor tratamento.

Dor no pescoço ou cervicalgia
Dor no pescoço nem sempre é clara.
Considerando que
Dor de início súbito (Dor aguda) ela não está relacionada a doença grave, nem lesão do pescoço, geralmente é muscular.
Dor crônica quando presente por mais de 3 meses, neste caso, deve ser avaliada pelo médico.
Tratamento de Dor aguda é diferente de Dor crônica.

Por: Lisiane Paiva

fisioterapeuta

LIBERDADE DE EXPRESSÃO: DEMOCRACIA À BRASILEIRA

Com clara e terrível percepção, avalio a nossa incipiente democracia, seus princípios, seus fundamentos, seu único postulado: É proibido proibir. Eis a máxima do regime democrático a brasileira. Tal enunciado, contempla plenamente interesses da grande mídia, tem ampla colhida das instituições e a defesa intransigente de artistas e da intelectualidade nacional. Os que não pensam dessa maneira, são ultrapassados.

Na esteira desse patrulhamento calam-se as poucas vozes da sensatez e prospera a avassaladora irresponsabilidade dos interesses comerciais. Refiro-me de modo especial aos meios de comunicação: Mídias sociais, jornais, rádios e em particular, a televisão, que na busca de conquistar telespectadores e consequentemente comerciais vulgariza os costumes, banalizam a violência, massificam a criminalidade, interferindo de modo indelével na formação da personalidade de nossas crianças e adolescentes. É uma irresponsabilidade fechar os olhos ante práticas tão danosas sobre o pretexto de que impor limites a abusos seja censura. A democracia não é um regime sem leis, o estado de direitos não dispensa, nem abdica de princípios e valores, a liberdade de expressão não pode tudo, inclusive oprimir, ofender, macular, destruir reputações e tudo mais.

A imprensa é imprescindível à democracia. A liberdade de expressão, instrumento de educação e orientação das massas, ambas, poderosas armas no controle de erros, abusos, e combate a corrupção, todavia, devem ser usadas com responsabilidade. Ao tempo em que inibem erros, são instrumentos de promoção ou destruição de pessoas. Sabemos constituir verdade para a sociedade o que a imprensa afirma ou noticia? Armas tão poderosas, só podem ser usadas no limite extremo da verdade e da responsabilidade. É preferível a imprensa QR que calunie a uma imprensa censurada defendem muitos, diria mesmo, a maioria. Bela frase de efeito para quem nunca foi vítima dessas impertinências. Eu digo, prefiro uma imprensa livre para informar na amplitude assegurada pela constituição, onde a liberdade de expressão seja um direito, que coexista com outros direitos. Um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis de modo a evitar desinformações, mentiras e injustiças causadoras de tragédias e sofrimentos. Os interesses econômicos, políticos ou avidez por notoriedade não podem suplantar o legítimo direito à dignidade do ser humano.

É o que penso, é o que defendo.

POR: DR. REMI TRINTA

A COVARDIA DA PERSEGUIÇÃO POLITICA

Chamamos de perseguição política o ato deliberado de um Estado ou governo de perseguir grupos ou indivíduos opositores ao regime que se encontra no poder. Suas manifestações e formas divergem, mas se dão geralmente como violações dos direitos humanos, abuso da privacidade de indivíduos e organizações, violência do aparato policial e uso inescrupuloso do judiciário para denegrir a imagem de políticos e/ou cidadão.
Conforme o autoritarismo do regime em questão se intensifique, a perseguição política pode chegar aos extremos da utilização da máquina governamental.
Em alguns casos a perseguição não se dá apenas contra os opositores de um regime, mas se estende até mesmo para a população geral.
É aquele tal ditado.
“Aquele que não lê a mesma Bíblia do poder está fora da tal fadada panelinha.”

Embora a perseguição política se caracterize ao ser exercida por governos ou instituições do aparelho estatal que possuem poder de fato para aplicar sanções e punições, a escalada autoritária de um regime político não acontece só numa extremidade.
Para que um quadro de perseguição sistemática se instale, é preciso que haja na sociedade uma fração social que apoie e defenda essas práticas. Portanto, não há como separar a perseguição política real do contexto onde esses governos e Estados atuam, contexto esse formado pelas instituições pela capacidade de atuação de um poder judiciário e pelas demais instituições que compõem a sociedade.

Nos casos onde a perseguição é autorizada e sistematizada pelo governo, podemos ter exemplos típicos de terrorismo de Estado. Essas representam características modelares de governos que perderam todo e qualquer compromisso com a democracia e que, consequentemente, passam a ser considerados ditaduras ou Estados totalitários.
Mas não são só os governos autoritários e ditatoriais que violam as liberdades políticas de cidadãos.
Não é raro que os novos grupos políticos que assumem o poder passem a perseguir funcionários ou quadros do governo remanescentes que não compactuam com as diretrizes e orientações dos novos mandatários.
De toda forma, são expedientes legais que tentam restaurar aos indivíduos e grupos aquilo que uma democracia nunca poderia ter lhes tirado: o direito fundamental à liberdade de escolha politica, de expressão e o de ir e vir.
A pior perseguição política é aquela premeditada e combinada dentro de um esgoto como se fossem ratos e agem na calada da noite, na hora certa sem permitir a defesa da vítima.
Outro fato claro de perseguição política aconteceu com o deputado Josimar de Maranhãozinho que foi buscar na justiça o reparo moral de um ataque covarde onde usaram até a força do judiciário para atacar aquele que com certesa fará frente aos atuais mandatários do poder.
E agora? Quem responde pelos prejuízos morais e financeiros causados? Fica aqui uma pergunta.
Conseguiram o objetivo de fazer o estrago? Não.
Porque o povo repudia e não aceita qualquer manobra covarde de pessoas que se organizam premeditadamente como ratos de esgoto apenas para causar o mal a aqueles que o incomodam.
“Ninguém atira pedra em fruta podre”

“Temos a liberdade de escolhermos as nossas sementes, mas temos obrigação de colhermos os frutos da semente escolhida”

Por: Constantino Neto.

Josimar Maranhãozinho: A injustiça sanada pela própria justiça!

Nas últimas semanas, o Deputado federal Josimar de Maranhãozinho foi alvo de uma operação da GAECO que foi indevidamente espetacularizada pela mídia opositora colocando em cheque o princípio da presunção de inocência. Contudo, além deste princípio violado, também se observou a violação do princípio do juiz natural, pois a referida investigação já nasceu eivada de vícios de competência, ou seja, Josimar nunca deveria ter sido investigado por um juiz de primeiro grau, tampouco este juiz poderia autorizar busca e apreensão de seus bens, tendo assim o Tribunal de Justiça decidido pela anulação das decisões. Confira na íntegra:

Posto assim e verificando fortes os argumentos para a desconstituição do questionado ato, estou a vislumbrar presentes o fumus boni iuris pela manifesta plausibilidade substancial do alegado e o periculum in mora diante do suportado prejuízo decorrente da perpetuação dos efeitos de decisão emanada de juízo incompetente, a ponto de autorizar não só o imediato restabelecimento da ordem, como também se lhe imprimido efeito satisfativo.

Firme nessa ponderação ao argumento de que a prorrogação do foro por prerrogativa de função se verifica de forma plena para casos de reeleição para outro mandato, ainda que para exercício em casas legislativas diferentes , pois não o fato de tão apenas não mais a frente do cargo de deputado estadual, o co-investigado Josimar Cunha Rodrigues, a afastar a competência por prerrogativa de função que detinha ao tempo dos atribuídos fatos. Esta, a meu ver, permanecida inalterada diante da manutenção ininterrupta do exercício da função parlamentar pelo investigado eleito para o cargo de deputado federal, com deslocamento apenas de âmbito legislativo (estadual para federal).
Inobstante tudo isso, a reforçar a manutenção desta prerrogativa o fato de que atualmente investido o co- investigado no cargo de Deputado Federal, situação esta por si só a recomendar ao juízo de base cautela no acolhimento da medida de busca e apreensão de documentos em sua residência sem antes remetidos os autos ao juízo natural (STF), por força do art. 102, I, “b” da Constituição Federal.

No caso destes autos, em razão da medida ter sido tomada quando já no exercício da função parlamentar federal somente a Suprema Corte o competir para aferição da necessidade de romper com a inviolabilidade do domicílio residencial do deputado federal para fins de adoção e aplicação da medida de busca e apreensão de documentos , independentemente de relacionada a tomada deste procedimento em feito que apura suposta prática não atrelada ao atual mandato federal.

A superação da competência ao firmo de não competir ao Tribunal local o processamento do feito em razão de não mais investido no cargo de deputado estadual torna vulnerável não só a prerrogativa parlamentar de inviolabilidade de domicílio, como também fragilizada a garantia de liberdade por conta de processado por juízo incompetente.
Violar as prerrogativas de parlamentar federal com a proferição de decisão de juízo monocrático, ainda que sob o argumento de que investigado por ato estranho ao seu mandato, porém decorrente de anterior legislatura parlamentar estadual, é malferir a garantia constitucional do juiz natural e seus consectários do juiz competente e imparcial.
Por tudo isso e demonstrado os autorizativos requisitos da cautelar, hei por bem ANULAR a decisão proferida no processo no 0828665-05.2021.8.10.0001 de busca e apreensão de documentos e medidas assecuratórias em trâmite na 1a Vara Criminal de São Luís/MA, em todos os seus efeitos, inclusive determinando a imediata paralisação da extração de dados e devolução dos bens apreendidos, inclusive dos veículos, contas bancárias e demais cominações da decisão de primeira instância, bem ainda, SUSPENDER as investigações atinentes ao Procedimento Investigatório Criminal n.o 011660-750/2018, em trâmite no GAECO/MA até o julgamento final deste writ.
Desta decisão dê-se imediata ciência a autoridade impetrada para fins de cumprimento, servindo, de logo, como mandado e/ou ofício.
Dispensa-se as informações por suficiente para aferição da ordem os documentos apensados à inicial, em especial por restrito a debater competência.

Encaminhem-se os autos ao parecer da douta Procuradoria-Geral de Justiça.